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CRSFN · 15/06/2000

Julgado — Acórdão nº 2877/2000

CRSFNParcialmente providotexto integral
RECURSOS VOLUNTÁRIOS – Deferimento de operações de crédito e liberação de novos recursos em renovações de empréstimos a credores com restrições cadastrais – Irregularidades caracterizadas – Provimento parcial aos apelos interpostos por diretores que não participaram da totalidade das questionadas operações. PENALIDADE: Multa Pecuniária. BASE LEGAL: Lei 4.595/64, art. 44, § 2º. ACÓRDÃO/CRSFN 2877/00: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, decidem os membros do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, por maioria, a) negar provimento aos recursos interpostos por a.1) BANCO DO ESTADO DO CEARÁ S.A. (R$ 25.000,00 – vinte e cinco mil reais), a.2) GERALDO SOARES MENEZES FILHO (R$ 22.000,00 – vinte e dois mil reais), a.3) MARIA AURILENE CANDIDO MARTINS (R$ 20.000,00 – vinte mil reais), a.4) ELFIO ROCHA MENDES (R$ 17.000,00 - dezessete mil reais), a.5) ELIARDO XIMENES RODRIGUES ( R$ 15.500,00 - quinze mil e quinhentos reais), a.6) JOSÉ MONTEIRO ALENCAR (R$ 15.500,00 - quinze mil e quinhentos reais), a.7) JOSÉ DOMINGUES SOUZA FILHO (R$ 15.500,00 – quinze mil e quinhentos reais), a.8) GERALDO LUCIANO MATTOS JÚNIOR (R$ 10.000,00 – dez mil reais), a.9) LUIZ ANTONIO ALMEIDA MELO (R$ 4.500,00 – quatro mil e quinhentos reais) e a.10) CREUZO GEOVANI DOS SANTOS (R$ 3.500,00 – três mil e quinhentos reais), mantida a decisão do Órgão de primeiro grau no sentido de se lhes aplicar as multas correspondentemente enunciadas, considerando que restou patenteada infringência aos princípios de seletividade, garantia, liquidez e segurança –basilares para a administração bancária –, merecida a anotação segundo a qual grande parte das operações foi aprovada em reunião de diretoria; b) prover parcialmente os demais apelos voluntários, ratificada a decisão originária que sancionou b.1) FRANCISCO AMILTON CAVALCANTE SOARES (R$ 9.000,00 – nove mil reais) e b.2) ANTONIO CARLOS DIAS COELHO (R$ 6.000,00 – seis mil reais) com pena de multa pecuniária, cujos valores ficam reduzidos,

Decisão

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, decidem os membros do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, por maioria, a) negar provimento aos recursos interpostos por a.1) BANCO DO ESTADO DO CEARÁ S.A. (R$ 25.000,00 – vinte e cinco mil reais), a.2) GERALDO SOARES MENEZES FILHO (R$ 22.000,00 – vinte e dois mil reais), a.3) MARIA AURILENE CANDIDO MARTINS (R$ 20.000,00 – vinte mil reais), a.4) ELFIO ROCHA MENDES (R$ 17.000,00 - dezessete mil reais), a.5) ELIARDO XIMENES RODRIGUES ( R$ 15.500,00 - quinze mil e quinhentos reais), a.6) JOSÉ MONTEIRO ALENCAR (R$ 15.500,00 - quinze mil e quinhentos reais), a.7) JOSÉ DOMINGUES SOUZA FILHO (R$ 15.500,00 – quinze mil e quinhentos reais), a.8) GERALDO LUCIANO MATTOS JÚNIOR (R$ 10.000,00 – dez mil reais), a.9) LUIZ ANTONIO ALMEIDA MELO (R$ 4.500,00 – quatro mil e quinhentos reais) e a.10) CREUZO GEOVANI DOS SANTOS (R$ 3.500,00 – três mil e quinhentos reais), mantida a decisão do Órgão de primeiro grau no sentido de se lhes aplicar as multas correspondentemente enunciadas, considerando que restou patenteada infringência aos princípios de seletividade, garantia, liquidez e segurança –basilares para a administração bancária –, merecida a anotação segundo a qual grande parte das operações foi aprovada em reunião de diretoria; b) prover parcialmente os demais apelos voluntários, ratificada a decisão originária que sancionou b.1) FRANCISCO AMILTON CAVALCANTE SOARES (R$ 9.000,00 – nove mil reais) e b.2) ANTONIO CARLOS DIAS COELHO (R$ 6.000,00 – seis mil reais) com pena de multa pecuniária, cujos valores ficam reduzidos, respectivamente, para R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) e R$ 5.000,00 (cinco mil reais), à evidência de que não mais pertenciam aos quadros da instituição financeira ora apelante quando da realização de uma das operações em favor de mutuário do ramo de construções. Na oportunidade, em que o Conselheiro Johan Albino Ribeiro restou vencido com voto de arquivamento, configurou-se defesa oral feita por "b.2" em seu próprio nome, bem assim declaração de suspeição dada pelo Conselheiro Waldemir Messias de Araújo nos temos do art. 15 do Regimento Interno aprovado pelo Decreto 1.935/96

Inteiro teor

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188ª Sessão em 15 de junho de 2000 ACÓRDÃO/CRSFN 2877/00

Recurso 2731



Processo origem BCB 9700695363











RECURSOS VOLUNTÁRIOS







RECORRENTES:

BANCO DO ESTADO DO CEARÁ S.A.

GERALDO SOARES MENEZES FILHO

MARIA AURILENE CANDIDO MARTINS

ELFIO ROCHA MENDES

ELIARDO XIMENES RODRIGUES

JOSÉ MONTEIRO ALENCAR

JOSÉ DOMINGUES SOUZA FILHO

GERALDO LUCIANO MATTOS JÚNIOR

LUIZ ANTONIO ALMEIDA MELO

CREUZO GEOVANI DOS SANTOS

FRANCISCO AMILTON CAVALCANTE SOARES

ANTONIO CARLOS DIAS COELHO









RECORRIDO:

BANCO CENTRAL DO BRASIL











EMENTA: RECURSOS VOLUNTÁRIOS – Deferimento de operações de crédito e liberação de novos recursos em renovações de empréstimos a credores com restrições cadastrais – Irregularidades caracterizadas – Provimento parcial aos apelos interpostos por diretores que não participaram da totalidade das questionadas operações.











PENALIDADE: Multa Pecuniária.





BASE LEGAL: Lei 4.595/64, art. 44, § 2º.









ACÓRDÃO/CRSFN 2877/00: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, decidem os membros do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, por maioria, a) negar provimento aos recursos interpostos por a.1) BANCO DO ESTADO DO CEARÁ S.A. (R$ 25.000,00 – vinte e cinco mil reais), a.2) GERALDO SOARES MENEZES FILHO (R$ 22.000,00 – vinte e dois mil reais), a.3) MARIA AURILENE CANDIDO MARTINS (R$ 20.000,00 – vinte mil reais), a.4) ELFIO ROCHA MENDES (R$ 17.000,00 - dezessete mil reais), a.5) ELIARDO XIMENES RODRIGUES ( R$ 15.500,00 - quinze mil e quinhentos reais), a.6) JOSÉ MONTEIRO ALENCAR (R$ 15.500,00 - quinze mil e quinhentos reais), a.7) JOSÉ DOMINGUES SOUZA FILHO (R$ 15.500,00 – quinze mil e quinhentos reais), a.8) GERALDO LUCIANO MATTOS JÚNIOR (R$ 10.000,00 – dez mil reais), a.9) LUIZ ANTONIO ALMEIDA MELO (R$ 4.500,00 – quatro mil e quinhentos reais) e a.10) CREUZO GEOVANI DOS SANTOS (R$ 3.500,00 – três mil e quinhentos reais), mantida a decisão do Órgão de primeiro grau no sentido de se lhes aplicar as multas correspondentemente enunciadas, considerando que restou patenteada infringência aos princípios de seletividade, garantia, liquidez e segurança –basilares para a administração bancária –, merecida a anotação segundo a qual grande parte das operações foi aprovada em reunião de diretoria; b) prover parcialmente os demais apelos voluntários, ratificada a decisão originária que sancionou b.1) FRANCISCO AMILTON CAVALCANTE SOARES (R$ 9.000,00 – nove mil reais) e b.2) ANTONIO CARLOS DIAS COELHO (R$ 6.000,00 – seis mil reais) com pena de multa pecuniária, cujos valores ficam reduzidos, respectivamente, para R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) e R$ 5.000,00 (cinco mil reais), à evidência de que não mais pertenciam aos quadros da instituição financeira ora apelante quando da realização de uma das operações em favor de mutuário do ramo de construções. Na oportunidade, em que o Conselheiro Johan Albino Ribeiro restou vencido com voto de arquivamento, configurou-se defesa oral feita por "b.2" em seu próprio nome, bem assim declaração de suspeição dada pelo Conselheiro Waldemir Messias de Araújo nos temos do art. 15 do Regimento Interno aprovado pelo Decreto 1.935/96.

Participaram do julgamento os seguintes Conselheiros: Drs. Ezequiel Grin, Eli Loria, Aldo Vincenzo Bertolucci , Waldir Quintiliano da Silva, Johan Albino Ribeiro, Marcos Antonio Barreto Barbosa e Raymundo Magliano Filho. Presentes o Dr. Glênio Sabbad Guedes, Procurador da Fazenda Nacional, e Marcos Martins de Souza, Secretário-Executivo do CRSFN.

Sala das Sessões (DF), 15 de junho de 2000

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