CVM · Colegiado · 30/01/2024
Insider trading
Decisão do Colegiado nº 19957.009842/2023-51
Inteiro teor
17.422 caracteres transcritos do PDF oficial · 1 peça
APRECIAÇÃO DE PROPOSTA DE TERMO DE COMPROMISSO – PROC. 19957.009842/2023-51
A Diretora Marina Copola se declarou impedida nos termos do art. 32, inciso III e §2º, da Resolução CVM nº 45/2021, por ter assessorado, antes de sua nomeação para a CVM e ainda no exercício da advocacia, o escritório de advocacia interessado no deslinde da investigação relacionada aos fatos em apuração no presente processo. Por essa razão, não participou do exame do item da ordem do dia. Trata-se de proposta de termo de compromisso apresentada por Romero Cabral da Costa Neto (“Proponente”), previamente à instauração de possível Processo Administrativo Sancionador (“PAS”) pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários – SMI, no qual não constam outros investigados. O processo foi instaurado pela SMI para apurar suposta realização, pelo Proponente, de operações com valores mobiliários e derivativos em posse de informações privilegiadas, ainda não divulgadas ao mercado, em descumprimento, em tese, ao disposto no art. 155, §4°, da Lei n° 6.404/1976 e no art. 13 da Resolução CVM n° 44/2021. Após a solicitação de manifestação pela SMI, o Proponente apresentou proposta de celebração de termo de compromisso, na qual propôs pagar à CVM o valor de R$ 949.995,00 (novecentos e quarenta e nove mil, novecentos e noventa e cinco reais) em 6 (seis) parcelas mensais, iguais e sucessivas, atualizadas monetariamente pelo IPCA. Em razão do disposto no art.
83 da Resolução CVM nº 45/2021 (“RCVM 45”), a Procuradoria Federal Especializada junto à CVM – PFE/CVM apreciou, à luz do art. 11, § 5º, incisos I e II, da Lei nº 6.385/1976, os aspectos legais da proposta apresentada, tendo opinado pela inexistência de óbice jurídico à celebração de termo de compromisso. Em reunião do Comitê de Termo de Compromisso (“Comitê”) realizada em 23.01.2024, a SMI ressaltou que (a) a investigação teve início após a notícia sobre a prisão do Proponente após acusação por insider trading pela Securities and Exchange Commission (“SEC”); (b) a apuração dos fatos implementada pela área técnica aponta para evidências da prática, em tese, de insider trading ; (c) o Proponente, na qualidade de advogado e em razão de vínculo profissional, teria tido acesso a informações relevantes e sigilosas, tendo feito uso de tal informação privilegiada para negociar no mercado, fora do padrão habitual e obtendo lucros expressivos e (d) na visão da área técnica, este é um caso emblemático que deveria ser levado a julgamento. Na sequência, o Comitê, tendo em vista as considerações trazidas pela SMI e considerando, em especial, a gravidade, em tese, da conduta e as características específicas da situação fática que envolve o caso concreto, entendeu não ser conveniente e nem oportuna a celebração de termo de compromisso proposta, tendo concluído que o melhor desfecho para o caso seria um pronunciamento do Colegiado em sede de julgamento.
Assim, o Comitê opinou junto ao Colegiado da CVM pela rejeição da proposta. O Colegiado, por unanimidade, acompanhando as conclusões do parecer do Comitê, deliberou rejeitar a proposta de termo de compromisso apresentada. Anexos PARECER DO COMITÊ
Parecer do Comitê
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
PARECER DO COMITÊ DE TERMO DE COMPROMISSO
PROCESSO ADMINISTRATIVO CVM 19957.009842/2023-51
SUMÁRIO
PROPONENTE:
ROMERO CABRAL DA COSTA NETO
IRREGULARIDADE DETECTADA:
Realização de operações com valores mobiliários e derivativos cujos
ativos subjacentes foram emitidos pela EDP – Energias do Brasil S.A.,
supostamente de posse de informações ainda não divulgadas ao
mercado, com obtenção de lucro de R$ 316.665,00, equivalente a um
retorno de 45,70% do valor investido, em suposto descumprimento,
em tese, ao disposto no art. 155, §4°, da Lei n° 6.404/76[1] e no art. 13
da Resolução CVM n° 44/21[2].
PROPOSTA:
Pagar à CVM o valor de R$ 949.995,00 (novecentos e quarenta e nove
mil, novecentos e noventa e cinco reais) em 6 (seis) parcelas mensais,
iguais e sucessivas, atualizadas monetariamente pelo Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA.
PARECER DA PFE:
SEM ÓBICE
PARECER DO COMITÊ:
REJEIÇÃO
PARECER DO COMITÊ DE TERMO DE COMPROMISSO
PROCESSO ADMINISTRATIVO CVM 19957.009842/2023-51
PARECER TÉCNICO
1. Trata-se de proposta de Termo de Compromisso apresentada por ROMERO
CABRAL DA COSTA NETO (doravante denominado “ROMERO DA COSTA” ou
“PROPONENTE”), na qualidade de investidor, no âmbito de Processo Administrativo
(“PA”) instaurado pela Superintendência de Relações com o Mercado e
Intermediários (“SMI”), no qual não constam outros investigados.
DA ORIGEM
2. O processo foi instaurado para analisar as circunstâncias envolvendo a realização
de operações com características de insider trading feitas por ROMERO DA COSTA no
Parecer do CTC 571 (1965760) SEI 19957.009842/2023-51 / pg. 1
período de 24.01.2023 a 30.03.2023.
DOS FATOS
3. Em 29.08.2023, a SMI instaurou o processo para apurar eventual
responsabilidade de ROMERO DA COSTA na realização de operações com valores
mobiliários e derivativos cujos ativos subjacentes foram emitidos pela EDP - Energias
do Brasil S.A. (“EDP”) em momento anterior a divulgação, em 02.03.2023, de fato
relevante informando sobre Oferta Pública de Aquisição (“OPA”) de ações de
emissão desta companhia, tendo em vista que:
a. segundo notícia disponível na internet, a operação foi assessorada por
escritório de advocacia com o qual ROMERO DA COSTA já havia tido vínculo
funcional;
b. o investidor não negociava opções com habitualidade; e
c. verificou-se que o investidor obteve um lucro de R$ 316.665,00,
representando um retorno de 45,70% sobre o valor investido.
4. Em 20.11.2023, a SMI enviou Ofício ao investidor, listando as operações que
foram identificadas em datas próximas à divulgação do fato relevante e que deram
origem ao processo e solicitando esclarecimentos sobre os seguintes pontos:
a. a motivação econômica que fundamentou a realização das operações;
b. em que momento teve conhecimento de informações sobre a OPA realizada
pela EDP;
c. se, na qualidade de colaborador do escritório de advocacia que assessorou a
EDP no processo da OPA, teve participação no processo e, em caso afirmativo,
que descrevesse a participação; e
d. se teve acesso a quaisquer documentos detidos pelo referido escritório de
advocacia referente ao processo da OPA em momento anterior à divulgação da
oferta ao mercado.
5. Em 08.12.2023, ROMERO DA COSTA apresentou manifestação (a) explicando, em
resumo, a razão pela qual a EDP teria despertado interesse do PROPONENTE,
considerando que a empresa apresentava uma combinação sólida de fundamentos
econômicos, perspectivas favoráveis no setor de energia e política de retorno aos
acionistas que justificariam a decisão de investimento; e (b) indicando interesse em
apresentar proposta de Termo de Compromisso, o que foi feito em 21.12.2023.
DA MANIFESTAÇÃO DA ÁREA TÉCNICA
6. Na manifestação que encaminhou a proposta de Termo de Compromisso para
análise da Procuradoria Federal Especializada junto à CVM (“PFE-CVM”), a SMI fez as
seguintes considerações:
a. ROMERO DA COSTA era colaborador do escritório de advocacia que foi
contratado pela EDP para auxiliar nos estudos referentes à OPA;
b. durante as diligências realizadas, verificou-se que, embora ROMERO DA
COSTA estivesse em período de licença do referido escritório para realização de
intercâmbio em escritório de advocacia nos EUA, ele acessou, centenas de
vezes, arquivos internos e sigilosos do escritório brasileiro referentes ao
assessoramento da EDP durante o processo de realização da OPA; e
c. o investigado foi acusado pela U.S. Securities and Exchange Comission
(“SEC”) por realizar operações com conhecimento de informações não
Parecer do CTC 571 (1965760) SEI 19957.009842/2023-51 / pg. 2
divulgadas ao mercado, por meio de acesso a arquivos sigilosos pertencentes ao
escritório de advocacia em que trabalhava nos EUA, o que resultou em sua
prisão, nos EUA, em agosto de 2023.
DA PROPOSTA DE TERMO DE COMPROMISSO
7. Em 21.12.2023, o PROPONENTE apresentou proposta para celebração de Termo
de Compromisso em que ofereceu pagar à CVM o valor de R$ 949.995,00
(novecentos e quarenta e nove mil, novecentos e noventa e cinco reais) em 6 (seis)
parcelas mensais, iguais e sucessivas, atualizadas monetariamente pelo IPCA, para
o encerramento antecipado do caso.
8. De acordo com o PROPONENTE, tal valor estaria em linha com os precedentes da
CVM, equivalendo a 3 (três) vezes o valor do lucro obtido de forma supostamente
ilícita, tomando-se por base as operações indicadas pela SMI em seu
questionamento inicial, que apontou um volume total de compra no valor de R$
692.800,00 (seiscentos e noventa e dois mil e oitocentos reais) e um volume total de
venda no valor de R$ 1.009.466,00 (um milhão, nove mil e quatrocentos e sessenta
e seis reais).
DA MANIFESTAÇÃO DA PROCURADORIA FEDERAL ESPECIALIZADA (“PFECVM”)
9. Em razão do disposto no art. 83 da Resolução CVM n° 45/21[3] (“RCVM 45”) e
conforme PARECER n. 00215/2023/GJU-1/PFE-CVM/PGF/AGU e respectivo Despacho,
a PFE-CVM apreciou os aspectos legais da proposta apresentada e opinou pela
“possibilidade de celebração do Termo de Compromisso, no que toca aos requisitos
legais pertinentes, cabendo ao Comitê de Termo de Compromisso a análise acerca
da conveniência e oportunidade do exercício da atividade consensual no caso
concreto, de sorte a que haja a verificação, em especial: (i) do efetivo cumprimento
do requisito legal previsto no art. 11, § 5º, II, da Lei nº 6.385/1976, no que toca à
correção de irregularidades; e (ii) da adequação da proposta no que concerne à
suficiência da indenização”.
10. Em relação ao requisito constante do inciso I do § 5º, do art. 11 da Lei nº
6.385/1976 (cessação da prática), a PFE-CVM considerou que:
“(...) a conduta apontada como violada – negociação de
valores mobiliários utilizando de informações privilegiadas
ainda não divulgadas ao mercado – foi realizada no
momento certo e determinado, na medida em que os valores
mobiliários foram comprados e vendidos, bem como
auferido o lucro, sendo de resultado jurídico e exaurimento
imediatos, razão pela qual há de se entender que houve
cessação da prática, estando atendido assim o
requisito previsto no inciso I, do 5º, do art. 11, da Lei
nº 6.385/1976 e no inciso I, do art. 82, da Resolução
CVM n° 45/2021.”(Grifado)
11. Em relação ao requisito constante do inciso II do § 5º, do art. 11 da Lei nº
6.385/1976 (correção das irregularidades), a PFE-CVM considerou que:
“14. Quanto à correção de irregularidades apontadas,
requisito insculpido no art. 11, §5º, inciso II, da Lei nº
6.385/1976, a proposta contempla o pagamento de R$
949.995,00 (novecentos e quarenta e nove mil,
Parecer do CTC 571 (1965760) SEI 19957.009842/2023-51 / pg. 3
novecentos e noventa e cinco reais).
15. O acusado apurou o referido valor [multiplicando] por 3x
o valor do lucro bruto auferido por ele com as operações
investigadas.
16. Conforme reiteradamente afirmado pela PFE-CVM, na
linha do Despacho ao PARECER n. 00058/2015/GJU 2/PFECVM/PGF/AGU (...) tem-se que, ‘como regra geral, não
cabe à PFE-CVM analisar a suficiência dos valores
apresentados na proposta, salvo quando manifestamente
desproporcionais às irregularidades apontadas, com
evidente prejuízo às finalidades preventiva e educativa que
devem ser observadas na resposta regulatória para a prática
de infrações, seja ela consensual ou imperativa’.
(...)
(...) deve-se ter em consideração que a obrigação de
reparação de danos (sejam prejuízos individualizados
e/ou danos difusos causados ao mercado) está
inserida no aspecto de desestímulo à prática de
ilícitos, ou, melhor dizendo, deverá representar
efetivamente os efeitos educativo e preventivo
previstos em lei.
23. Feitos esses esclarecimentos, registro que a
suficiência e a adequação da proposta deverá ser
realizada pelo Comitê de Termo de Compromisso,
inclusive com a possibilidade de negociação deste e
de outros aspectos da proposta, conforme previsto no
art. 83, § 4°, da Resolução CVM n° 45/2021, sendo a
decisão final de atribuição do Colegiado da
Autarquia.” (Grifado)
DA DELIBERAÇÃO FINAL DO COMITÊ DE TERMO DE COMPROMISSO
12. O art. 86 da RCVM 45 estabelece que, além da oportunidade e da conveniência,
há outros critérios a serem considerados quando da apreciação de propostas de
Termo de Compromisso, tais como a natureza e a gravidade das infrações objeto do
processo, os antecedentes[4] dos acusados, a colaboração de boa-fé e a efetiva
possibilidade de punição no caso concreto.
13. Nesse tocante, há que se esclarecer que a análise do Comitê de Termo de
Compromisso é pautada pelas grandes circunstâncias que cercam o caso, não lhe
competindo apreciar o mérito e os argumentos próprios de defesa, sob pena de
convolar-se o instituto de Termo de Compromisso em verdadeiro julgamento
antecipado. Em linha com orientação do Colegiado, as propostas de Termo de
Compromisso devem contemplar obrigação que venha a surtir importante e visível
efeito paradigmático junto aos participantes do mercado de valores mobiliários,
desestimulando práticas semelhantes.
14. Em reunião realizada em 23.01.2024, a SMI ressaltou que (a) a investigação teve
início após a notícia sobre a prisão do PROPONENTE por insider trading pela SEC; (b)
a apuração dos fatos implementada pela área técnica aponta para fortes evidências
da prática, em tese, de insider trading; (c) o PROPONENTE, na qualidade de
advogado e em razão de vínculo profissional, teria acessado informações relevantes
por meio de documentos sigilosos do escritório de advocacia brasileiro no âmbito da
prestação de serviços jurídicos à companhia aberta e teria feito uso de tal
Parecer do CTC 571 (1965760) SEI 19957.009842/2023-51 / pg. 4
informação para negociar no mercado, inclusive violando política interna do
escritório de advocacia de não negociação de valores mobiliários, negociando fora
do padrão habitual e obtendo lucros expressivos e (d) a seu ver, este é um caso
emblemático que deve ser levado a julgamento.
15. Na sequência, o Comitê de Termo de Compromisso, tendo em vista as
considerações trazidas pela SMI e considerando, em especial, a gravidade, em tese,
da conduta e as características específicas da situação fática que envolve o caso
concreto, entendeu[5] não ser conveniente e nem oportuna a celebração de Termo
de Compromisso proposta e que o melhor desfecho para o caso seria um
pronunciamento do Colegiado em sede de julgamento.
DA CONCLUSÃO
16. Em razão do acima exposto, o Comitê de Termo de Compromisso, em
deliberação ocorrida em 23.01.2024, decidiu[6] opinar junto ao Colegiado da CVM
pela REJEIÇÃO da proposta de Termo de Compromisso apresentada por ROMERO
CABRAL DA COSTA NETO.
Parecer Técnico finalizado em 24.01.2024.
[1]Art. 155, § 4o É vedada a utilização de informação relevante ainda não divulgada,
por qualquer pessoa que a ela tenha tido acesso, com a finalidade de auferir
vantagem, para si ou para outrem, no mercado de valores mobiliários.
[2] Art. 13. É vedada a utilização de informação relevante ainda não divulgada, por
qualquer pessoa que a ela tenha tido acesso, com a finalidade de auferir vantagem,
para si ou para outrem, mediante negociação de valores mobiliários.
[3] Art. 83. Ouvida a PFE sobre a legalidade da proposta de termo de compromisso,
a Superintendência Geral deve submeter a proposta de termo de compromisso ao
Comitê de Termo de Compromisso, ao qual compete apresentar parecer sobre a
oportunidade e a conveniência na celebração do compromisso, e a adequação da
proposta formulada pelo acusado ou investigado, propondo ao Colegiado sua
aceitação ou rejeição, tendo em vista os critérios estabelecidos no art. 86.
[4] ROMERO CABRAL DA COSTA NETO não consta como acusado em processos
sancionadores instaurados pela CVM. (Fonte: INQ e SSI. Último acesso em
22.01.2024).
[5] Deliberado pelos membros titulares de SEP, SNC e SPS e pelos substitutos de
SGE e SSR.
[6] Ver Nota Explicativa (“NE”) 05.
Documento assinado eletronicamente por Fernando Soares Vieira,
Superintendente, em 24/01/2024, às 18:43, com fundamento no art. 6º do
Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Documento assinado eletronicamente por Maria Lucia Macieira de Mello,
Superintendente Geral Substituto, em 24/01/2024, às 21:35, com
fundamento no art. 6º do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Parecer do CTC 571 (1965760) SEI 19957.009842/2023-51 / pg. 5
Documento assinado eletronicamente por John Yuh Ting, Superintendente
Substituto, em 25/01/2024, às 09:21, com fundamento no art. 6º do Decreto
nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Documento assinado eletronicamente por Paulo Roberto Gonçalves
Ferreira, Superintendente, em 25/01/2024, às 09:35, com fundamento no
art. 6º do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Documento assinado eletronicamente por Carlos Guilherme de Paula
Aguiar, Superintendente, em 25/01/2024, às 10:52, com fundamento no
art. 6º do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
https://super.cvm.gov.br/conferir_autenticidade, informando o código verificador
1965760 e o código CRC 3E0980BA.
This document's authenticity can be verified by accessing
https://super.cvm.gov.br/conferir_autenticidade, and typing the "Código Verificador"
1965760 and the "Código CRC" 3E0980BA.
Parecer do CTC 571 (1965760) SEI 19957.009842/2023-51 / pg. 6
Transcrição automática do PDF oficial, para leitura e busca. Para citar, use o documento oficial: Parecer do Comitê.