CVM · Colegiado · 12/04/2022
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Decisão do Colegiado nº 19957.006367/2021-07
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APRECIAÇÃO DE PROPOSTA DE TERMO DE COMPROMISSO – PROC. SEI 19957.006367/2021-07
Trata-se de proposta de termo de compromisso apresentada por Alceu Demartini de Albuquerque (“Alceu Demartini” ou “Proponente”), na qualidade de diretor de relações com investidores da Grendene S.A. (“Companhia”), previamente à instauração de Processo Administrativo Sancionador pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários – SMI, no qual não há outros investigados. Segundo apurado pela SMI, o Proponente teria negociado ações ordinárias de emissão da Companhia, entre 10 e 30.06.2021, pouco antes de divulgação de fato relevante, em 05.07.2021, versando sobre a celebração de memorando de entendimentos não vinculante com gestora de recursos referente à constituição de “ joint venture ” no exterior destinada à distribuição e comercialização dos produtos da Companhia em determinados mercados internacionais, em descumprimento, em tese, ao disposto no art. 13, caput , da então vigente Instrução CVM nº 358/2002. No curso das investigações, Alceu Demartini apresentou proposta para celebração de termo de compromisso, em que propôs pagar à CVM, em parcela única, o valor de R$ 38.814,00 (trinta e oito mil oitocentos e quatorze reais), o que equivaleria a 3 (três) vezes o montante obtido com as negociações objeto de investigação no processo. Em razão do disposto no art. 83 da Resolução CVM nº 45/2021, a Procuradoria Federal Especializada junto à CVM – PFE/CVM apreciou, à luz do disposto no art.
11, §5º, incisos I e II, da Lei nº 6.385/1976, os aspectos legais da proposta apresentada, tendo opinado pela inexistência de óbice legal à celebração de termo de compromisso. Sendo assim, o Comitê de Termo de Compromisso ("Comitê") entendeu que seria possível discutir a viabilidade de um ajuste para o encerramento antecipado do caso e, assim, considerando, em especial, (i) o disposto no art. 86, caput , da Resolução CVM nº 45/2021; (ii) a fase em que se encontrava o processo; (iii) o fato de a conduta ter sido adotada após a entrada em vigor da Lei nº 13.506/2017 e de existirem novos parâmetros balizadores para negociação de solução consensual desse tipo de conduta; (iv) o possível enquadramento da conduta, em tese, no Grupo V do Anexo 63 da Resolução CVM nº 45/2021; (v) as negociações realizadas pelo Comitê em casos similares e aprovadas pelo Colegiado; e (vi) o histórico do Proponente, propôs o aprimoramento da proposta, com assunção de obrigação pecuniária, em parcela única, no valor de R$ 170.000,00 (cento e setenta mil reais). Tempestivamente, o Proponente manifestou sua concordância com o proposto pelo Comitê.
Ante o exposto, o Comitê entendeu que o encerramento do caso por meio de celebração de termo de compromisso, com assunção de obrigação pecuniária, em parcela única, no valor de R$ 170.000,00 (cento e setenta mil reais), seria conveniente e oportuno, sendo suficiente para desestimular práticas semelhantes, em atendimento à finalidade preventiva do termo de compromisso. Assim, sugeriu ao Colegiado a aceitação da proposta. O Colegiado, por unanimidade, acompanhando o parecer do Comitê, deliberou aceitar a proposta de termo de compromisso apresentada. Na sequência, o Colegiado, determinando que o pagamento será condição do termo de compromisso, fixou os seguintes prazos: (i) dez dias úteis para a assinatura do termo de compromisso, contados da comunicação da presente decisão ao Proponente; e (ii) dez dias úteis para o cumprimento da obrigação pecuniária assumida, a contar da publicação do termo de compromisso no “Diário Eletrônico” da CVM, nos termos do art. 91 da Resolução CVM nº 45/2021. A Superintendência Administrativo-Financeira – SAD foi designada como responsável por atestar o cumprimento da obrigação pecuniária assumida. Por fim, o Colegiado determinou que, uma vez cumprida a obrigação pactuada, conforme atestado pela SAD, o processo seja definitivamente arquivado em relação ao Proponente. Anexos PARECER DO COMITÊ
Parecer do Comitê
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
PARECER DO COMITÊ DE TERMO DE COMPROMISSO
PROCESSO ADMINISTRATIVO CVM SEI 19957.006367/2021-07
SUMÁRIO
PROPONENTE:
ALCEU DEMARTINI DE ALBUQUERQUE
IRREGULARIDADE DETECTADA:
Negociação com ações ordinárias de emissão da Grendene S.A.,
entre 10 e 30.06.2021, pouco antes de divulgação de Fato
Relevante, em 05.07.2021, versando sobre a celebração de
Memorando de Entendimentos Não Vinculante com gestora de
recursos, referente à constituição de “joint venture” no exterior,
destinada à distribuição e comercialização dos produtos da
Companhia em determinados mercados internacionais (possível
descumprimento, em tese, do disposto no art. 13, caput, da então
vigente Instrução CVM nº 358/02[1]).
PROPOSTA:
Pagar à CVM, em parcela única, o valor de R$ 170.000,00 (cento e
setenta mil reais).
PARECER DA PFE/CVM:
SEM ÓBICE
PARECER DO COMITÊ:
ACEITAÇÃO
PARECER DO COMITÊ DE TERMO DE COMPROMISSO
PROCESSO ADMINISTRATIVO CVM SEI 19957.006367/2021-07
PARECER TÉCNICO
1. Trata-se de proposta de Termo de Compromisso apresentada por ALCEU
DEMARTINI DE ALBUQUERQUE (doravante denominado “ALCEU DEMARTINI”),
na qualidade de Diretor de Relações com Investidores (doravante denominado
“DRI”) da Grendene S.A. (doravante denominada “Grendene” ou “Companhia”),
Parecer do CTC 427 (1475005) SEI 19957.006367/2021-07 / pg. 1
“DRI”) da Grendene S.A. (doravante denominada “Grendene” ou “Companhia”),
previamente à instauração do Processo Administrativo Sancionador
(“PAS”) pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários
(“SMI”), no qual não existem outros investigados no processo.
DA ORIGEM [2]
2. O processo teve origem a partir de constatação, por meio do Sistema de
Acompanhamento do Mercado (SAM), de que o DRI da Grendene teria negociado
ações ordinárias (“GRND3”) de emissão da Companhia, entre os dias 10 e
30.06.2021, antes de divulgação Fato Relevante (“FR”), em 05.07.2021, sobre a
celebração de Memorando de Entendimentos Não Vinculante (“MOU”) com
Gestora de Recursos, referente à constituição de “joint venture” no exterior, com o
objetivo de distribuir e comercializar os produtos da Grendene em determinados
mercados internacionais. No curso das diligências para apuração de eventual
possível prática de “insider trading”, ALCEU DEMARTINI, ao ser questionado sobre
suas operações, apresentou proposta para celebração de Termo de Compromisso
(“TC”).
DOS FATOS
3. Nos pregões de 10, 15, 21, 25, 29 e 30.06.2021, ALCEU DEMARTINI adquiriu um
total de 30.400 ações GRND3, com um volume negociado na ordem de R$
302.672,00 (trezentos e dois mil, seiscentos e setenta e dois reais) e, em 25 e
28.06.2021, realizou a venda de 21.000 destes papéis, por um montante de R$
212.940,00 (duzentos e doze mil e novecentos e quarenta reais).
4. Antes da abertura do pregão de 05.07.2021, a Companhia divulgou FR com o
anúncio da celebração de MOU, em 04.07.2021.
5. No curso das investigações, a Área Técnica solicitou esclarecimentos à
Companhia (a cronologia das negociações mantidas com a Gestora de Recursos,
bem como a listagem das pessoas que teriam tomado conhecimento das referidas
conversações), a ALCEU DEMARTINI (manifestação prévia) e à corretora de
valores (ficha cadastral completa do DRI e cópia e transcrição das gravações das
ordens de negociação de papéis GRND3 realizadas pelo mencionado Diretor no
período investigado).
6. Junto com sua manifestação prévia, ALCEU DEMARTINI apresentou proposta
para celebração de TC.
DA MANIFESTAÇÃO DA ÁREA TÉCNICA
7. De acordo com a Área Técnica, ALCEU DEMARTINI:
(i) na qualidade de DRI, participou de todas as etapas das negociações
firmadas com a Gestora, ocorridas a partir de 20.10.2020, referentes à
constituição de “joint venture” no exterior, com o objetivo de distribuir e
comercializar os produtos da Grendene em determinados mercados
internacionais;
(ii) em sua manifestação prévia, argumentou que, no decorrer de todo o
período em que realizou as operações com os papéis GRND3, não existia
certeza de que algum acordo seria estabelecido ao final das conversas entre
as sociedades envolvidas e, portanto, não havia “informação relevante que
devesse ser divulgada”. No entanto, de acordo com a Área Técnica, na
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qualidade de DRI, ainda que não tivesse intenção de obter benefícios
financeiros com a utilização da informação privilegiada, “deveria ter o cuidado
de não negociar ações de emissão da Companhia em meio a negociações que
poderiam culminar com o anúncio de um Fato Relevante com potencial para
influenciar os preços dos papéis”;
(iii) considerando todas as operações efetuadas entre 25.05.2021 e
02.07.2021, período em que as negociações entre a Grendene e a Gestora
estavam em curso, sem a divulgação de qualquer FR sobre o assunto, houve a
aquisição e a venda de 37.400 ações GRND3, com volumes financeiros
correspondentes a R$ 367.292,00 e R$ 380.230,00, respectivamente,
configurando um lucro financeiro de R$ 12.938,00; e
(iv) apesar do indício, em tese, de infração ao caput do art. 13 da então
vigente Instrução CVM n° 358/2002 (“ICVM 358”), o DRI apresentou proposta
para celebração de TC propondo-se a pagar à CVM o valor de R$ 38.814,00
(trinta e oito mil, oitocentos e quatorze reais), o que corresponde ao
triplo do lucro financeiro auferido com as negociações investigadas.
DA PROPOSTA DE CELEBRAÇÃO DE TERMO DE COMPROMISSO
8. Como já relatado acima, no curso das investigações, ao receber o Ofício para
Manifestação prévia, ALCEU DEMARTINI apresentou, juntamente com os seus
esclarecimentos, proposta pera celebração de TC, na qual propôs pagar à CVM,
em parcela única, o valor de R$ 38.814,00 (trinta e oito mil e oitocentos e quatorze
reais), o que equivale a 3 (três) vezes o montante obtido com as negociações
objeto de investigação no presente processo.
DA MANIFESTAÇÃO DA PROCURADORIA FEDERAL ESPECIALIZADA –
PFE/CVM
9. Em razão do disposto no art. 83 da Resolução CVM nº 45/2021 (“RCVM 45”),
conforme PARECER n. 00089/2021/GJU - 2/PFE-CVM/PGF/AGU e respectivos
Despachos, a Procuradoria Federal Especializada junto à CVM (“PFE/CVM”)
apreciou, à luz do disposto no art. 11, §5º, incisos I e II, da Lei nº 6.385/76, os
aspectos legais da proposta de Termo de Compromisso apresentada, tendo
opinado no sentido da inexistência de óbice legal à celebração de Termo
de Compromisso.
10. Em relação aos incisos I (cessação da prática) e II (correção das
irregularidades) do §5º do art. 11 da Lei nº 6.385/76, a PFE/CVM destacou que:
“(...) cabe registrar o entendimento desta Casa no sentido
de que ‘sempre que as irregularidades imputadas tiverem
ocorrido em momento anterior e não se tratar de ilícito de
natureza continuada, ou não houver nos autos quaisquer
indicativos de continuidade das práticas apontadas como
irregulares, considerar-se-á cumprido o requisito legal, na
exata medida em que não é possível cessar o que já não
existe’.(...)
Extrai-se da acusação que as irregularidades ocorreram
entre 25.05.2021 e 02.07.2021, ou seja, em tempo certo e
determinado. Ressalte-se, ainda que (...) não foram
identificadas outras operações com o ativo GRDN3 pelo
proponente após 02.07.2021, até o presente momento.
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Concluiu-se, portanto, que a infração cessou. Ao
posicionamento em alusão, acrescentamos, ainda, (...) que,
a rigor, o insider trading se caracteriza como crime
instantâneo, haja vista que se esgota com a utilização da
informação. A doutrina, inclusive, considera
majoritariamente, que a obtenção do resultado é
desnecessária para a consumação do ilícito (...)
(...)
Assim, levando-se em consideração que os fatos se
consumaram em tempo certo e determinado e de
forma imediata, pode-se concluir, que houve
cessação das condutas ilícitas.
Relativamente à correção das irregularidades, tendo
em vista que houve realização de benefício
econômico, no valor aproximado de R$ 13 mil, é
necessário que seja oferecido, ao menos, valor igual
a esse. O que foi feito pelo proponente. Vale notar,
que o delito de insider trading visa inibir a negociação por
agentes, em situação de assimetria informacional com
outros investidores. A correção do ilícito passa, então,
necessariamente, pela devolução da vantagem
eventualmente obtida pelo insider, ainda que
estimada.” (grifado)
DA NEGOCIAÇÃO DA PROPOSTA DE TERMO DE COMPROMISSO
11. Em reunião realizada em 11.01.2022, o Comitê de Termo de Compromisso
(“Comitê”), considerando (i) o disposto no art. 83 c/c o art. 86, caput, da RCVM 45;
e (ii) o fato de a Autarquia já ter celebrado Termos de Compromisso em caso de
“insider trading”, como, por exemplo, no PAS CVM SEI 19957.002923/2017-81
(decisão do Colegiado em 29.06.2021, disponível em
http://conteudo.cvm.gov.br/decisoes/2021/20210629_R1/20210629_D1942.html)[3],
entendeu que seria possível discutir a viabilidade de um ajuste para o
encerramento antecipado do caso em tela. Assim, consoante faculta o disposto no
[4]
art. 83, §4º, da RCVM 45, o Comitê decidiu negociar as condições da proposta
apresentada.
12. Assim, considerando, em especial: (i) o disposto no art. 86, caput, da RCVM 45;
(ii) a fase em que se encontra o processo (fase pré sancionadora); (iii) o fato de a
conduta ter sido adotada após a entrada em vigor da Lei nº 13.506, de
13.11.2017, e de existirem novos parâmetros balizadores para negociação de
solução consensual desse tipo de conduta; (iv) o possível enquadramento da
conduta, em tese, no Grupo V do Anexo 63 da RCVM 45; (v) as negociações
realizadas pelo Comitê em casos similares com propostas de termo de
compromisso aprovadas pelo Colegiado da CVM, como o acima citado; e (vi) o
histórico do PROPONENTE[5], que não consta como acusado em PAS instaurados
pela CVM, o Comitê sugeriu o aprimoramento da proposta apresentada, para
assunção de obrigação pecuniária, em parcela única, no valor de R$
170.000,00 (cento e setenta mil reais).
13. Cumpre informar que o valor negociado considera o piso[6] para celebração de
ajustes da espécie, bem como a aplicação de fator redutor em razão da fase em
Parecer do CTC 427 (1475005) SEI 19957.006367/2021-07 / pg. 4
que se encontra o processo.
14. Tempestivamente, o PROPONENTE manifestou sua concordância com o
proposto pelo Comitê.
DA DELIBERAÇÃO FINAL DO COMITÊ DE TERMO DE COMPROMISSO
15. O art. 86 da RCVM 45 estabelece que, além da oportunidade e da
conveniência, há outros critérios a serem considerados quando da apreciação de
propostas de Termo de Compromisso, tais como a natureza e a gravidade das
infrações objeto do processo, os antecedentes[7] dos acusados, a colaboração de
boa-fé e a efetiva possibilidade de punição no caso concreto.
16. Nesse tocante, há que se esclarecer que a análise do Comitê é pautada pelas
grandes circunstâncias que cercam o caso, não lhe competindo apreciar o mérito
e os argumentos próprios de defesa, sob pena de convolar-se o instituto de Termo
de Compromisso em verdadeiro julgamento antecipado. Em linha com orientação
do Colegiado, as propostas de Termo de Compromisso devem contemplar
obrigação que venha a surtir importante e visível efeito paradigmático junto aos
participantes do mercado de valores mobiliários, desestimulando práticas
semelhantes.
17. Assim, e após êxito em fundamentada negociação empreendida, o Comitê, em
deliberação ocorrida em 08.02.2022[8], entendeu que o encerramento do presente
caso por meio da celebração de Termo de Compromisso, com assunção de
obrigação pecuniária, em parcela única, junto à CVM, no valor de R$
170.000,00 (cento e setenta mil reais), por ALCEU DEMARTINI, afigura-se
conveniente e oportuno, e que a contrapartida em tela é adequada e suficiente
para desestimular práticas semelhantes, em atendimento à finalidade preventiva
do instituto de que se cuida, inclusive por ter a CVM, entre os seus objetivos legais,
a promoção da expansão e do funcionamento eficiente do mercado de capitais
(art. 4º da Lei nº 6.385/76), que está entre os interesses difusos e coletivos no
âmbito de tal mercado.
DA CONCLUSÃO
18. Em razão do acima exposto, o Comitê, em deliberação ocorrida em
08.02.2022[9], decidiu opinar junto ao Colegiado da CVM pela ACEITAÇÃO da
proposta de Termo de Compromisso apresentada por ALCEU DEMARTINI DE
ALBUQUERQUE, sugerindo a designação da Superintendência AdministrativoFinanceira para o atesto do cumprimento da obrigação pecuniária assumida.
Parecer Técnico finalizado em 31.03.2022.
[1] Art. 13. Antes da divulgação ao mercado de ato ou fato relevante ocorrido nos
negócios da companhia, é vedada a negociação com valores mobiliários de sua
emissão, ou a eles referenciados, pela própria companhia aberta, pelos acionistas
controladores, diretos ou indiretos, diretores, membros do conselho de
administração, do conselho fiscal e de quaisquer órgãos com funções técnicas ou
consultivas, criados por disposição estatutária, ou por quem quer que, em virtude
de seu cargo, função ou posição na companhia aberta, sua controladora, suas
controladas ou coligadas, tenha conhecimento da informação relativa ao ato ou
Parecer do CTC 427 (1475005) SEI 19957.006367/2021-07 / pg. 5
fato relevante.
[2]As informações apresentadas nesse Parecer Técnico até o capítulo denominado
“Da Manifestação da Área Técnica” correspondem a relato resumido do que
consta de Relatório elaborado pela Área Técnica.
[3] Trata-se de propostas de TC celebrados com 3 (três) investidores no âmbito de
um PAS instaurado visando à apuração de eventual utilização de informações
privilegiadas em negociações com ações ordinárias de emissão da Companha
aberta, tendo os TC sido firmados pelo valor correspondente a 3 (três) vezes o
valor do benefício auferido, atualizado pelo Índice Geral de Preços ao Consumidor
Amplo até a data do efetivo pagamento.
[4] Deliberado pelo membro titular de SNC e pelos substitutos de SGE, SEP, SPS e
SSR.
[5] ALCEU DEMARTINI não consta como acusado em PAS instaurados pela CVM.
(Fonte: Sistema de Inquérito e Sistema Sancionador Integrado - SSI da CVM. Último
acesso em 28.03.2022).
[6] Como o valor correspondente a 3 (três) vezes o resultado financeiro obtido
ficou abaixo do piso atual para celebração de ajuste relativo à conduta da espécie,
o Comitê negociou tal piso ajustado pelo fator redutor, em razão da economia
processual obtida devido à fase em que se encontra processo.
[7] Vide Nota Explicativa (N.E.) 5.
[8] Deliberado pelos membros titulares de SGE, SEP, SNC, SPS e SSR.
[9] Idem a N.E. 8.
Documento assinado eletronicamente por Fernando Soares Vieira,
Superintendente, em 05/04/2022, às 11:31, com fundamento no art. 6º
do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Documento assinado eletronicamente por Vera Lucia Simões Alves
Pereira de Souza, Superintendente, em 05/04/2022, às 16:25, com
fundamento no art. 6º do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Documento assinado eletronicamente por Paulo Roberto Gonçalves
Ferreira, Superintendente, em 05/04/2022, às 16:53, com fundamento
no art. 6º do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Documento assinado eletronicamente por Alexandre Pinheiro dos
Santos, Superintendente Geral, em 05/04/2022, às 23:03, com
fundamento no art. 6º do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
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Parecer do CTC 427 (1475005) SEI 19957.006367/2021-07 / pg. 6
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